Liderança (Livro Paciência Cap. 1)

Não raro, ouvimos respeitáveis representantes das comunidades terrestres, reclamando líderes capazes de conduzí-las à concórdia e ao progresso, sem ódio e destruição.

Justo, no entanto, não esquecer que a Terra conhece o Líder de todos os líde¬res humanos, habilitados a guiar a coletividade para o Reino do Bem.

Importante refletir que ele transportava consigo a própria grandeza sem mos¬trar consciência disso.

Não colheu da vida mais que o necessário à própria sustentação.

Associou-se a companheiros tão pobres e tão anônimos quanto ele o era no início da revelação de que se fazia mensageiro, a fim de realizar o apostolado que trazia.

Aconselhou o respeito aos condutores do poder humano mas nunca indicou a desordem e a crueldade para a solução dos problemas do mundo.

Conviveu com a multidão, compadecendo-se de suas aflições e necessidades.

Chamava a si os pequeninos, de modo a ouvi-los atentamente.

Amou aos enfermos, aliviando-lhes as enfermidades, com a força do amor, nascida na oração.

Amparou aos irmãos obsessos e dialogou com os desencarnados sofredores, endereçando-lhes expressões de esclarecimento e reconforto.

Alimentou os famintos, antes de ministrar-lhes a verdade.

Ensinou o perdão e a tolerância.

Não possuía ouro nem prata que lhe garantisse a influência.

Acusado sem culpa, aceitou agravos e injúrias, sem defender-se.

Executado por alguns de seus contemporâneos que se faziam adversários gratuitos, portou-se com humildade e grandeza de espírito, rogando a benevolên¬cia dos Céus para os seus próprios inimigos.

Entretanto, desde que desapareceu do cenário dos homens, passou a viver mais intensamente na Terra, conquistando corações para a sua causa.

Em quase vinte séculos, famosos condutores de povos foram esquecidos.

No entanto a influência do Líder dos líderes do mundo, sem ameaças e sem armas, cresce com os dias.

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Quem estiver procurando liderança na Terra, saiba que ele, Jesus Cristo, até hoje tem o nome de Senhor Jesus e, no limiar do terceiro milênio dos tempos no¬vos, temo-lo sempre por esperança das criaturas e luz das nações.

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Nas horas atormentadas da vida, age com paciência e tolerância.

Deus nos sustente de pé, aguardando a nossa cooperação destinada a reer-guer os irmãos caídos.

Emmanuel
Paciência, cap. 1